
Deu nos jornais que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, demitiu um diretor regional do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) do Ceará, porque teria “favorecido”, com recursos, o seu estado de origem. Agora, quem está para perder o cargo é o diretor-geral do órgão, Elias Fernandes Neto, por fazer o mesmo com o Rio Grande do Norte.
Logo Bezerra, que há semanas enfrenta pesadas críticas da oposição justamente por encaminhar 90 por cento dos recursos para o estado de Pernambuco, sendo que a maioria das emendas é de autoria do seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE).
Curioso é que a decisão de Bezerra foi orientada pelo Governo Dilma para não contrariar os interesses do líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves, preservando, por enquanto, o diretor- geral do Dnocs, que é seu apadrinhado político.
Em troca, Bezerra aumenta ainda mais a sua couraça, tendo como principal elemento de blindagem o próprio PMDB, que não morre de amores pelo patrocínio político dos belos olhos verdes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos – presidente nacional do PSB – em favor do ministro.
Para se manter no cargo e, ao mesmo tempo, agradar à íris de Campos, Bezerra simplesmente ignorou o orelhudo prestígio do governador cearense, Cid Gomes, também do PSB, que neste momento deve estar cuspindo fogo à bordo na nave interestelar Interprise.
O Dr. Spock não morreu!
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