
Cerimônia na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro é marcada por justa homenagem e gafe: maestro tricolor recebeu a comenda ao som do hino do Flamengo
O torcedor rubro-negro não teve o privilégio de contar com o talento do argentino Conca no seu time, mas ganhou mais motivos para zoar ainda mais os invejosos, recalcados e enrustidos tricolores.
O argentino, destaque do Fluminense e melhor jogador do último Brasileirão, foi homenageado na noite desta segunda-feira (30/05) na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, com o título de cidadão honorário do município.
O desempenho com a camisa tricolor e a do Vasco nos quatro anos no futebol brasileiro rendeu também a medalha Pedro Ernesto, honraria máxima concedida pela Casa.
Tudo corria dentro dos conformes do Cerimonial da Casa, até um funcionário - provavelmente um daqueles tricolores que morrem de arrependimento por não ter nascido rubro-negro – provocou um momento constrangedor: na hora em que o hino do Flu ia ser executado, o responsável pelo sistema de som errou a faixa do CD e fez com que todos ouvissem um trecho da introdução do hino do Flamengo, maior rival do Fluminense (do Vasco, do Botafogo, do Corinthians, do São Paulo, do Internacional, do mundo inteiro).
Louco de desejo que tudo isso fosse verdade (o Hino do Flamengo como fundo musical da homenagem), Conca, que está no Rio desde 2007, quando chegou a São Januário, agradeceu as homenagens e disse que a forma como é tratado em solo carioca permite que seja feliz mesmo distante de seus familiares, que vivem em Tigre, na grande Buenos Aires.
Curioso é que a declaração do craque, repercutida em todos os grandes portais de notícias do país, omite qualquer menção ao Fluminense. O hino do Flamengo deixou o homenageado com o coração inundado pela melodia dos eternos vencedores:
- Estou muito honrado por receber esta homenagem. O Rio de Janeiro é um lugar onde sou feliz. Fui muito bem recebido aqui e isso faz com que eu seja feliz mesmo longe da minha família.
Não é justo que um craque por excelência, atleta exemplar, homem de excelente caráter tenha em sua biografia uma passagem – mesmo que vitoriosa – por um clube cujos torcedores se consideram brancos, ricos e lindos. Mas morrem de inveja da galera da favela que não se cansa de comemorar títulos, inclusive a única glória esportiva que eles carregavam, com todo orgulho, e hoje desdenham: ser o maior campeão carioca de todos os tempos.
Morram de inveja, Bibas tricolores!



