terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Caso de estupro no BBB 12 é o fim da picada


Jurei pra mim mesmo que não iria fazer comentários sobre famigerado reality show – que não passa de uma novela dirigida por Boninho e interpretada por supostos desconhecidos ligados a artistas e diretores da Rede Globo -, mas o caso do BBB (Big Biba Brasil) 12 ultrapassou todos os limites de tolerância.

O suposto caso de estupro, que envolve o modelo negro paulista Daniel Echaniz, de 31 anos, e a “piriguete” gaúcha Monique Amin, de 23 anos (que ainda não se proclamou “modelo”, como fazem todas as putas deste país), abalou as estruturas da megaprodução global, especializada em transformar vagabundos e prostitutas em celebridades.

Pelas imagens, como diria qualquer advogado, não há nada que possa comprovar que o “negão” insolente “papou” a loira indefesa (coitadinha, até parece que nunca passou por isso depois de uma festa...)

O problema é que o ninfomaníaco que acompanha o programa no pay per view - cuja tradução literal seria: receba pra dar, porque milhões de imbecis estão pagando pra ver – vê sexo em qualquer atitude de um participante do BBB.

São telespectadores carentes, que preferem deixar o (a) companheiro (a) dormindo ao lado, enquanto se masturbam vendo as bundas siliconadas das mulheres e os bíceps, tríceps e volumes cuecares dos marmanjos.

Não quero e não tenho a pretensão de julgar o comportamento do Daniel, afinal ele estava ali interpretando o personagem que lhe foi imposto pela direção do programa. O problema é que se esqueceram de verificar se a Monique estava em condições físicas e psicológicas de participar da coreografia sexual por baixo do edredom.

Das duas uma: ou ela “apagou” realmente e não sentiu nada, ou então relaxou e gozou sem dar importância para atuar com a sensualidade e a volúpia que o Boninho gostaria de mostrar aos telespectadores.

Estupro ou não, acabou sobrando para o negão. Aí eu pergunto: se fosse o já eleito “bonitão” do programa - o goiano Yuri, que é professor de Muay Thay - ele teria sido expulso do programa?

Não quero levantar a tese do racismo, até porque sou contra essa estratégia idiota de se fazer de vítima para justificar um erro grave. Mas no caso do Daniel, acho que o rapaz merecia pelo menos o direito de se defender no “Confessionário”, como foi feito pelo apresentador Pedro Bichau com a Monique.

No mais, os meus pêsames à quem continuar perdendo tempo assistindo à promiscuidade global do BBB 12. E pra estragar as surpresas planejadas por Boninho, eu adianto que dois homens são gays e pelo menos três mulheres do programa calçam 40 – e não são do PSB.

Nenhum comentário:

Postar um comentário