
A bestialidade do jovem Pedro Henrique de Souza, 24 anos, preso na manhã de domingo (18/09), após ter furtado um ônibus na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e dirigido por 20 km até Botafogo, na zona sul, provocando pelo menos 16 acidentes – um deles vitimando um idoso, que teve a bacia fraturada e deve ficar paraplégico – não foi o primeiro nem, com certeza, será o último crime praticado por um estudante de Direito.
Depois de um longo período sem tempo para alimentar o meu blog, não poderia me furtar (no sentido etimológico da palavra) de levantar este tema, que me parece, no mínimo intrigante. Por que tantos crimes neste país (inclusive aqui na Paraíba) são praticados por jovens – e algumas vezes promissores – estudantes de Direito?
O que será que se passa pela cabeça de um demente que estuda Direito, que o leva a cometer crimes simplesmente por diversão? Existe alguma explicação da Psicanálise para isto? Como não sou expert no assunto, atrevo-me a dizer que podem existir apenas desculpas esfarrapadas para justificar a irresponsabilidade e a mente doentia de gente que faz do estudo uma fonte de banalidades, não de conhecimento.
Além do caso do Pedro Henrique, existem outras bestialidades cometidas por estudantes de Direito por este país afora, que não seriam tão absurdas se não fossem verdadeiras. Quem não se lembra de Mayara Petruso, que virou notícia ao pregar extermínio de nordestinos no Twitter? A musa dos segregadores é estudante de Direito!
Dá pra esquecer da Suzane von Richtofen? Em 31 de outubro de 2002, a linda loira que namorava um traficante, levou o amado e um irmão para a mansão onde morava, em um bairro nobre de São Paulo (SP), pra matar os seus próprios pais. Os irmãos Daniel (namorado de Suzane) e Cristian Cravinhos assassinaram Manfred e Marísia von Richthofen utilizando barras de ferro. A linda moça era estudante de Direito.
No início do ano, a polícia de Campinas (95 km de SP) prendeu a estudante de Direito Ana Paula Jorge Souza, 21 anos. Ela foi acusada de integrar uma quadrilha de roubo a casas de alto padrão e lotéricas. Integrante de uma família de classe alta de Campinas, ela também teria se envolvido no mundo do crime por amor. "Eu me apaixonei por uma pessoa e acabei seguindo alguns passos dela, por que não queria perdê-lo de vista", disse ela, em uma entrevista depois de presa.
Não é preciso ir longe pra citar outro caso típico de bestialidade humana. Aqui mesmo na Paraíba o noticiário policial destacou, recentemente, o caso do assassinato da jovem Aryane Thaís Carneiro de Azevedo, de 21 anos, assassinada no dia 15 de abril do ano passado, em João Pessoa. O caso causou comoção pública.
O corpo da estudante de enfermagem foi encontrado jogado às margens da BR- 230 sem blusa, com o zíper da calça aberto, mas sem sinais aparentes de violência sexual. Ao lado da vítima, estava a pista que norteou a investigação. A vítima carregava o resultado de um exame positivo para gravidez. Durante todo o processo de investigação, o único suspeito indicado pela polícia foi o pai da criança que Aryane esperava: o estudante de direito, Luiz Paes Neto, de 21 anos.
São casos estarrecedores que intrigam os especialistas em noticiário policial, que se perguntam: por que tantos crimes envolvem estudantes de Direito? Irresponsabilidade? Diversão? Desvio de caráter? Será que breve o conhecimento de uma lei retrógrada, respaldada por uma Justiça segregacionista estimula um indivíduo desprovido de formação moral a cometer crimes por simples diversão?
Curioso é que em todos os casos, a linha de atuação dos advogados de defesa é pautada por uma suposta “deficiência mental” dos seus clientes – pra não dizer comparsas. Com a palavra os operadores do Direito e, também (por que não?) os nossos ínclitos congressistas.
Aliás, pra quem não sabe entre os 594 representantes do povo brasileiro (sendo 81 senadores e 513 deputados federais), o diploma que prevalece é justamente o de Bacharel em Direito.
Pois é, grande parte desses homens e mulheres que cometem seus delitos políticos e econômicos contra o país, sob o manto do Poder Legislativo, já foram estudantes de Direito. Só que se formaram primeiro para serem delinquentes depois, em outra atividade não menos crimminosa.
Vale lembrar que esses homens e mulheres são os reponsáveis - e irresponsáveis - pelo atual regime juridico do país: O Código Penal Brasileiro, ter sido criado pelo decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 pelo então Presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo, e continuar em vigor até hoje. Por isto, está mas do que evidente de quem é a culpa.
Data Vênia, como diria o Boris Casoy, isto é uma vergonha!
Na minha opinião, achei o texto razoável. Foi bem escrito. Sobre o texto, um faz o que quiser, só recomendo moderação. Não sei o que falar do estilo. Ele existe. Sobre os advogados, eu não entendo muito, mas matar nunca.
ResponderExcluir