A morte de estudante Wallace Maranhão Morais, 16 anos, assassinado no último domingo (28/03), nas proximidades do estádio “O Almeidão”, em João Pessoa, não será em vão. É o que garantem parentes e amigos que se unirão em um protesto silencioso, em forma de homenagem ao jovem assassinado a tiros por supostos integrantes de uma das torcidas (gangs) organizadas do Botafogo paraibano, conforme indicam as investigações policiais.
Neste domingo, durante a Missa de Sétimo Dia da morte do estudante, que será realizada a partir de 08h00, na Igreja “Cristo Rei”, em Mangabeira II, parentes a amigos estarão vestindo uma camiseta – especialmente confeccionada para o evento – com a foto de Wallace e uma frase de protesto. A idéia é chamar à atenção e cobrar das autoridades policiais do Estado a elucidação do crime, bem como a punição de seus autores, diretos e indiretos (leia-se aí os assassinos: líderes de torcidas e, principalmente, os dirigentes do clube, que os patrocinam e protegem).
Está na hora de o Ministério Público chamar o feito à ordem. Começar uma investigação criteriosa no submundo dessas torcidas organizadas. O Futebol da Paraíba, que já não desperta qualquer atenção da mídia nacional, não pode ser maculado por atos de selvageria e vandalismo patrocinados, direta ou indiretamente, por quem deveria preservar a sua imagem: dirigentes de clubes e entidades federativas.
Só espero que entre os assassinos não figurem os chamados “filhinhos de papai”, porque se isto vier a acontecer vamos ter que digerir mais uma enorme pizza, com procrastinações de investigações, “desaparecimento” de provas, ou até mesmo último recurso dos canalhas: desqualificar a acusação.
Se a coisa apertar,podem até dizer que o rapaz assassinado e estava armado e os assassinos agiram “em legítima defesa da honra”. Coisa que não é difícil de acontecer num Estado onde a população respira e evacua política 24 horas por dia; onde veículos de comunicação se colocam acima dos poderes constituídos; e as instituições que deveriam ser representativas da sociedade não passam de meros feudos familiares e partidários.
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